Cartaz de cachorro em um minuto
Você entra com a foto, o nome, o lugar e o telefone; o resto o layout resolve.
No cachorro o que decide é porte, cor e coleira, porque é isso que quem passa guarda e é isso que a pessoa descreve no telefone. Escreva a raça, mas não conte com ela: “cachorro preto grande, uns 30 quilos, coleira vermelha” qualquer um entende, raça pouca gente reconhece.
Escolha uma foto com luz, com o cachorro inteiro e de frente, e depois use sempre a mesma em todos os cartazes. As pessoas guardam a imagem, não o texto, e se você fica trocando elas param de ligar um cartaz ao outro.
Como se comporta um cachorro perdido
Cachorro se afasta rápido e vai longe, mas quase sempre alguém vê. Escreva e distribua o cartaz pensando nisso.
Nas primeiras horas ele costuma seguir cheiro e os caminhos de sempre, os do passeio. Vá até as praças, os campinhos, o entorno das lixeiras e as ruas por onde vocês andam, e pergunte às pessoas que estão sempre ali, com calma e não de passagem: quem passeia com cachorro, o pessoal da coleta e os porteiros lembram de um animal.
Se ele é medroso, escreva isso no cartaz junto com o pedido que vem com isso: “medroso, por favor não corra atrás dele, me ligue”. Cachorro assustado foge de qualquer um que venha correndo na direção dele, e acaba indo muito mais longe do que iria sozinho. Quem se agacha, não encara nos olhos e liga para você ajuda muito mais do que quem sai correndo atrás.
Quando alguém disser que viu, pergunte a hora e o lugar exato e anote. Duas ou três informações assim já mostram a direção, e valem mais do que mais cem cartazes espalhados no escuro.
Duas coisas que esquecem no cachorro
Coleira e plaquinha
Escreva a cor da coleira e o que está pendurado nela. A plaquinha com o seu telefone costuma ser a primeira coisa que quem acha percebe, e no Brasil muitas vezes é a única que chega até você antes do microchip.
Número do microchip
Se você souber o número, escreva. Para quem passa não diz nada, mas no veterinário encurta a conferência. Não conte com o chip como caminho único: sem um cadastro que reúna todos, nem sempre dá para descobrir em qual banco de dados ele está.
Além do cartaz: para quem ligar
No cachorro vale ligar logo, porque ele anda muito em pouco tempo e costuma ser visto no mesmo dia.
Comece pelos vizinhos e pelo porteiro, e ligue para as clínicas veterinárias e os pet shops da região, que é para onde levam um cachorro achado. Depois procure o órgão da prefeitura que cuida de animais na sua cidade, e se não souber qual é, ligue para o canal do cidadão da prefeitura, o 156 em São Paulo. Procure também as ONGs e os protetores independentes do bairro, que em muitos municípios são quem realmente mantém a rede. O IBAMA não é o caminho: ele cuida de fauna silvestre.
Peça para lerem o chip sempre que ele for a algum lugar, mas saiba que no Brasil isso nem sempre chega ao seu nome, porque não existe um cadastro único. A plaquinha na coleira com o seu telefone é o que mais funciona, e é o que a própria prefeitura de São Paulo recomenda além do RGA. E mande a versão quadrada do cartaz nos grupos de bairro e nos grupos de animais achados e perdidos da sua cidade.
FAQ - Perguntas frequentes
Preciso escrever a raça do cachorro?
Escreva, mas não conte com ela. Pouca gente na rua reconhece raça, enquanto “cachorro preto grande, uns 30 quilos, coleira vermelha” qualquer um entende. A raça é um complemento, nunca um substituto do porte e da cor.
Meu cachorro é medroso, como escrever isso?
Escreva no cartaz bem visível, junto com o pedido que vem com isso: “medroso, por favor não corra atrás dele, me ligue”. Cachorro assustado foge de qualquer um que venha correndo, e acaba indo muito mais longe. Quem se agacha, não encara nos olhos e liga para você ajuda bem mais.
Onde posso colar o cartaz do meu cachorro?
Nas paredes onde alguém autoriza: clínica veterinária, pet shop, padaria, farmácia, o mural do condomínio e o quadro de avisos do mercado e da escola. Deixe poste, ponto de ônibus e árvore de fora: em São Paulo a Lei Cidade Limpa proíbe anúncios em vias, praças e postes, e no Rio colar qualquer material em árvore é terminantemente proibido.
Para quem eu ligo primeiro?
Vizinhos e porteiro, e logo em seguida as clínicas veterinárias e os pet shops do bairro, que é para onde levam um cachorro achado. Depois o órgão de zoonoses ou de proteção animal da sua prefeitura, e o canal do cidadão (156 em São Paulo) se você não souber qual é. O IBAMA não atende esse caso: a competência dele é fauna silvestre.
O cartaz te ajudou?
Escreva duas linhas. Ajuda quem está decidindo e ajuda a gente a melhorar a ferramenta.




