Cartaz de cão em um minuto
Preenche a fotografia, o nome, o local e o telemóvel; do resto trata o alinhamento.
No cão o que decide é o porte, a cor e a coleira, porque é isso que quem passa retém e é isso que a pessoa descreve ao telefone. Escreva a raça, mas não conte com ela: “cão preto grande, uns 30 quilos, coleira vermelha” toda a gente percebe, a raça poucos reconhecem.
Escolha uma fotografia com luz, com o cão inteiro e de frente, e use depois sempre a mesma em todos os cartazes. As pessoas retêm a imagem e não o texto, e se a for trocando deixam de ligar um cartaz ao outro.
Como se comporta um cão perdido
O cão afasta-se depressa e vai longe, mas quase sempre alguém o vê. Escreva e distribua o cartaz a pensar nisso.
Nas primeiras horas segue quase sempre o cheiro e os caminhos do costume, os do passeio. Percorra os jardins, os parques, a zona dos contentores e as ruas por onde andam, e pergunte às pessoas que estão sempre ali, com calma e não de passagem: quem passeia cães, o pessoal da recolha do lixo e os porteiros lembram-se de um animal.
Se for medroso, escreva-o no cartaz junto com o pedido que vem com isso: “medroso, por favor não corra atrás dele, telefone-me”. Um cão assustado foge de qualquer pessoa que corra na sua direção, e acaba muito mais longe do que iria sozinho. Quem se agacha, não o encara nos olhos e lhe telefona ajuda muito mais do que quem parte atrás dele.
Quando alguém disser que o viu, pergunte a hora e o sítio exato e aponte. Duas ou três informações destas já mostram a direção, e valem mais do que mais cem cartazes às cegas.
Duas coisas de que se esquecem no cão
Coleira e chapa
Escreva a cor da coleira e o que traz pendurado. A chapa numérica ou a medalha com o seu número é muitas vezes a primeira coisa que quem o encontra repara, e a mais rápida de todas.
Número do chip
A identificação eletrónica é obrigatória para cães, gatos e furões, e deve ser feita até aos 120 dias de vida. Escreva o número se o souber: a quem passa não diz nada, mas encurta a verificação no veterinário ou no CRO.
Além do cartaz: a quem telefonar
No cão vale a pena agir de imediato, porque anda muito em pouco tempo e um dos passos tem prazo legal.
Comunique o desaparecimento ao SIAC no prazo de 15 dias, diretamente ou através de um veterinário credenciado, da junta de freguesia ou da câmara municipal: quem não o faz fica sujeito a uma presunção de abandono e a uma coima de 50 a 3 740 euros. Depois avise a junta de freguesia e a câmara municipal, a quem compete a recolha dos animais errantes, e dê conhecimento à PSP ou à GNR.
Telefone às clínicas veterinárias da zona, porque é para lá que levam um cão encontrado e um veterinário português resolve o chip no SIAC. E vá pessoalmente ao CRO do seu município: um animal recolhido fica lá no mínimo oito dias, e se não for reclamado em 15 dias a contar da recolha segue para esterilização e adoção. A devolução implica pagar as coimas que houver e as despesas de alojamento.
FAQ - Perguntas frequentes
Devo escrever a raça do cão?
Escreva, mas não conte com ela. Poucas pessoas na rua reconhecem uma raça, ao passo que “cão preto grande, uns 30 quilos, coleira vermelha” toda a gente percebe. A raça é um complemento, nunca um substituto do porte e da cor.
O meu cão é medroso, como escrevo isso?
Escreva-o no cartaz bem visível, com o pedido que vem com isso: “medroso, por favor não corra atrás dele, telefone-me”. Um cão assustado foge de qualquer pessoa que corra na sua direção e acaba muito mais longe. Quem se agacha, não o encara nos olhos e lhe telefona ajuda bastante mais.
Onde posso afixar o cartaz do meu cão?
Nos sítios onde alguém o autoriza: clínica veterinária, loja de animais, farmácia, comércio local, placards dos prédios e quadros de aviso da escola e da junta. Para postes, muros e abrigos pergunte primeiro na junta de freguesia ou na câmara, porque a afixação no espaço público é regulada por cada município e não há regra nacional.
A quem telefono primeiro?
Comunique primeiro ao SIAC, no prazo de 15 dias, porque é o passo com prazo legal. Depois à junta de freguesia e à câmara municipal, que é quem recolhe os animais errantes, ao CRO do seu município e às clínicas veterinárias da zona. A DGAV gere o SIAC mas não procura animais.
O cartaz ajudou-o?
Escreva duas linhas. Ajuda quem está a decidir e ajuda-nos a melhorar a ferramenta.




